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A ESPOSA DO PASTOR

Muito prazer, eu sou a mulher sem nome...

Muito prazer, eu sou a esposa do pastor.


Sou aquela que neste “tempo moderno”, muitos já nem sabem mais como chamar...

Mas, eu continuo sendo... tendo nome ou não tendo, sobre as luzes ou nos lugares mais secretos, nos dias de sorrisos ou nos que se semeiam com lágrimas. Eu estou ali incansavelmente ao lado do homem que chamam: Pastor.


Sou aquela que escuto a primeira ministração do sermão antes mesmo que ele chegue ao púlpito. Eu sou, a que consola o coração do pastor, quem o abraça ao final de um dia difícil. Sou quem chora com ele e se necessário for também enxuga as lágrimas. Eu pastoreio esse coração. Eu sou a esposa do pastor.


Eu sou, aquela que num mesmo dia o acompanha no velório e depois na maternidade para conhecer o bebê que acabou de chegar ao mundo. Aquela que vive sentimentos opostos e tão intensos, capaz de chorar e se alegrar num mesmo dia com o próximo. Eu sou a esposa do pastor.


Sou aquela que guardo o grito de dor na oração. E com o poder de muitas vezes influenciar uma multidão e ainda assim experimentar o gosto da solidão. Eu sou a esposa do pastor.


Sou quem festeja alegrias que não me pertencem, vivo dores que não são minhas, levo cargas alheias, sou quem empresta o ouvido, as mãos que se doam. Eu sou a esposa do pastor.


Não sou mais ou menos, hoje sim ou hoje não, sou por completo, não posso ser meio termo, o rebanho não pode me escolher. Mas, Deus o fez, assim num “encaixe perfeito”: o pastor e eu. Eu sou a esposa do pastor.


Sou quem ofereço todo dia meu esposo a um rebanho, o renuncio de domingo a domingo, dias e noites, feriados ou rotinas; as vezes ao lado, as vezes em casa cuidando do seu outro rebanho. Eu sou a esposa do pastor.


Sou aquela que um rebanho escolheu amar meu esposo, confiar em nossa família, nosso amor e cuidado, acreditar e praticar os conselhos e instruções que recebem, compartilhar a dor e seus problemas e também suas alegrias. Eu sou a esposa do pastor.


Sou aquela que tem minha família lembrada na viagem de férias, na colheita das frutas, na pesca, no pedaço de bolo, na oração. Eu sou a esposa do pastor.


Eu sou aquela que Deus escolheu, e a quem Deus parece cuidar de maneira especial e até mimar meu coração me oferecendo além das minhas necessidades. Sou feliz e grata a Deus por ser a mulher sem nome. Eu sou a esposa do pastor.


Nossa homenagem hoje a todas as mulheres sem nome: esposas de Pastores. Vocês são admiráveis!


Por: Juliane Teixeira



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