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A VALORIZAÇÃO DOS DEFUNTOS

Atualizado: 17 de jun. de 2020

A morte de algumas pessoas deixa em mim uma dúvida intrigante; será que ele ou ela sabia que era “tudo isso” que estão falando agora, depois de morto?

Os discursos de velório e pós-velório geralmente são deslumbrantes e cheios de declarações de amor e respeito. Os feitos positivos das pessoas são exaltados e nos causa a impressão que aquele era o melhor pai, a melhor mãe, o melhor filho, o melhor profissional, enfim, uma pessoa incrível.

Não venho aqui questionar a veracidade destas palavras ditas na morte (até porque não convivo com a maioria das pessoas das quais vou ao velório), mas para lembrar que todo afeto destinado a um defunto não muda nada a situação dele. Pode ajudar na reputação que ficará, mas não altera nada para o cadáver que já está do outro lado da vida.

O que quero enfatizar é que continuamos correndo o risco de dar valor as pessoas apenas depois que as perdemos. Não consigo nem imaginar quantas pessoas se vão desta vida sem saber o quanto eram amadas e admiradas; quantos morrem com baixo autoestima porque ninguém reconheceu seu valor; quantos recebem flores apenas no caixão; quantos vão para o outro lado se sentindo uma aberração porque nesta vida minimizamos os elogios, o carinho e o respeito.

Que possamos a cada dia seguir o exemplo de Cristo e expressar o amor enquanto é tempo. Por: Lediel dos Santos




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